Edição 02

 NaanDanJain em Foco

Inclusão através
dos sentidos

 

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 Palavra do Presidente
 

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 Saúde

 Explicando a Síndrome de Burnout 

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 Elis Duarte

Quem está definindo minhas prioridades? 

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 Enquete

Responda nossa enquete e ajude a tornar o mundo um lugar melhor para se viver! 

 Relação Pais e Filhos

Filhos pequenos,

a hora certa de mudar alguns hábitos

 

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 Drauzio Varella

Pare de Fumar 

Jairo Marques

Dez dicas para ser mais inclusivo

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Jornalismo

Educativo

Vídeos e

Conteúdos

 

 

Palavra do Presidente

Editorial

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Alfredo Mendes
Gerente Geral NaanDanJain Brasil & Suporte América do Sul

Prezados colaboradores,

Nos últimos meses, vivenciamos mudanças estruturais e de costumes sem precedentes na história recente. Tivemos que aprender a nos relacionar de maneira diferente nos lares, em nossa organização e na sociedade em geral. O uso de máscaras, o álcool gel, o distanciamento social, além de outras formas de prevenção ainda vão nos acompanhar por um tempo, no entanto, excelentes notícias chegam para nos cercar de otimismo, esperança e fé.

A ciência caminha a passos largos para debelar a epidemia e novos e promissores horizontes podem ser vislumbrados. Coisas boas estão por vir.

Diante desse cenário, a Naandanjain tem a satisfação de ofertar para você e seus familiares, mais uma edição do nosso periódico, escrito em parceria com o projeto Capital Humano. Aqui iremos encontrar matérias de grande valor agregado, cuja a intenção é ajuda-lo a harmonizar novas maneiras de você se relacionar com a família. É sabido que em relacionamentos pessoais não existem fórmulas prontas, no entanto, ao tomar ciência de novos modelos de conduta ou ao enxergar determinadas situações por um outro foco, podemos comparar atitudes e comportamentos e assim, buscar usar de conhecimentos úteis para embasar novos propósitos e estilos de vida.

Caminhar em busca da paz interior e da felicidade é um anseio de todos. Mantenha a esperança por dias melhores. Viva, aceite as mudanças e renove-se a cada instante. Aprender  sempre e buscar corrigir os próprios erros são ferramentas seguras em busca de uma vida plena e feliz.

Uma boa leitura a todos!

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NaanDanJain em Foco

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Parceria entre NaanDanJain e a Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" - ESALQ, no desenvolvimento de projeto de irrigação para o Jardim Sensorial nas dependências da Universidade.

Criado especialmente com o objetivo de atender deficientes visuais, a fim de terem a dimensão do jardim para o desencadear de percepções e sensações, o "Jardim dos Sentidos" tem a capacidade de aguçar a sensibilidade dos que o visitam, por meio das percepções de diferentes aspectos: texturas, aromas, formas e barulhos diferenciados.

Normalmente este jardim é projetado para dar a possibilidade de um contato direto, seguro e educativo com as plantas e o meio ambiente, em especial às pessoas com dificuldades e problemas visuais, que possam usufruir de um ambiente rico, variado, harmonioso e educativo.

A NaanDanJain através da parceria com a Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" – ESALQ, vem apoiando o projeto Jardim Sensorial no espaço de equoterapia da universidade, desde a elaboração do projeto de irrigação, até a instalação e manutenção dos equipamentos na área.

O papel de um jardim sensorial transcende o espaço terapêutico e se ancora na inclusão social, envolvendo alunos, funcionários, professores da ESALQ e a iniciativa privada, como é nesse caso o apoio da NaanDanJain, permite a integração universidade x sociedade através de instrumentos de sensibilização e de motivação de ações que resultam na capacidade de mudanças e indução de novos paradigmas.

Além da beleza, fica a mensagem de reavaliação das percepções, valores e papéis das instituições a darem respostas e se modificarem frente às necessidades de integrantes da sociedade.

Confira as fotos do Jardim Sensorial:

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Drauzio Varella

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As pessoas, conscientes do sofrimento que o cigarro traz, ficam desesperadas para convencer familiares e amigos a abandonar o vício.

É médico cancerologista formado pela USP e escritor consagrado. Um dos profissionais mais queridos e conceituados do Brasil. Na Rede Globo, participa de séries sobre o corpo humano, primeiros socorros, gravidez, combate ao tabagismo, planejamento familiar, transplantes e diversas outras, exibidas no Fantástico.

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Infernizar a vida do fumante é mau método para fazê-lo deixar de fumar. Ele é o primeiro a reconhecer os malefícios do fumo e só não larga porque não consegue: a nicotina provoca a dependência química mais feroz de todas as drogas.

As pessoas, conscientes do sofrimento que o cigarro traz, ficam desesperadas para convencer familiares e amigos a abandonar o vício. Nós, médicos, muitas vezes fazemos o mesmo com os pacientes que nos procuram.

No caso da dependência de nicotina, esse desespero para livrar pessoas queridas do sofrimento que o fumo lhes causará é, com frequência, contraproducente. Cometi esse erro com meu pai, com meu irmão e com inúmeros pacientes até conhecer mais sobre as fases que todo fumante atravessa durante o doloroso processo que o conduz a livrar-se da nicotina.

Existem cinco fases:

  1.  Fase de pré-contemplação: nela, o fumante jura que consegue largar a hora que quiser; se não o faz imediatamente, é porque não tem vontade. Afirma que o fumo não faz tanto mal quanto apregoam, que sua saúde nada fica a dever à de muitos que nunca fumaram e que o tio fumou cigarro sem filtro até os 80 anos e morreu atropelado.Nessa fase, a intervenção deve ser ocasional, limitada a chamar a atenção para as vantagens da abstinência: melhora do hálito, do fôlego, do sabor dos alimentos etc. Talvez caiba aqui uma adaptação do lema dos Alcoólicos Anônimos: “Se você quer fumar, o problema é seu. Se quiser largar, posso ajudar”. Não esquecer que o dependente precisa de apoio; condenações são ineficazes.

  2. Fase de contemplação: ele chegou à conclusão de que precisa largar, mas hesita em marcar data para fazê-lo. No íntimo, não consegue imaginar a vida sem a droga. Vive dominado por sentimentos de autocomiseração: “Pobre de mim, nunca mais um cigarrinho! Nem depois do café? Nem do copo de cerveja? E se eu engordar e ficar horrível?” Nesse estágio, determinação e covardia se alternam em ciclos. Seria o momento ideal para encaminhar o fumante aos grupos de apoio, não fossem eles tão raros entre nós.A essa altura, se o médico quiser ajudar, é prudente medir as palavras. O melhor é exaltar as vantagens da vida sem fumar e discutir os métodos existentes para enfrentar a síndrome de abstinência de nicotina, mas com cautela. A fase de contemplação não é adequada para submeter ninguém a discursos antitabagistas ou prescrições de medicamentos ou de adesivos de nicotina.

  3. Fase de ação: começa quando o fumante marcou data para o último cigarro. É o momento em que ele mais precisa da ajuda dos familiares, dos amigos e de um médico com experiência na área, se possível. Deles, espera-se a sabedoria de oferecer apoio irrestrito à decisão, mas deixar claro que, em caso de desistência, não agirão de forma reprovativa. Nada desencoraja mais o fumante de tentar parar do que o medo do fracasso. Durante esse estágio, adesivos de nicotina ou a bupropiona, medicamento que reduz a ansiedade provocada pela síndrome de abstinência, podem ser muito úteis.

  4. Fase de manutenção: aqui é importante estimular o ex-fumante a apregoar sua nova condição para os amigos. É durante a manutenção que o ex-fumante tratado com adesivos ou bupropiona deixa de usá-los; daí em diante é por conta dele. A maioria dos que largaram de fumar concorda que, depois de seis meses, o sofrimento praticamente desaparece. De fato, grande parte das desistências acontece nesse período.

  5. Recidiva: diversos estudos mostram que a maior parte dos fumantes só consegue ficar livre da dependência depois de três ou quatro tentativas. Quando a pessoa volta a fumar, é fundamental reconhecer para qual das fases anteriores regrediu. Se retornou à fase pré-contemplativa, por exemplo, não adianta vir com ladainha para convencê-la a largar de novo. Nada destrói mais a autoestima de alguém quanto voltar a fumar depois de meses ou anos de abstinência.  

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O melhor é exaltar as vantagens da vida sem fumar e discutir os métodos existentes para enfrentar a síndrome de abstinência de nicotina, mas com cautela. 

Recriminações não lhes fazem falta. Se quisermos ajudá-los, devemos dizer-lhes que fracassar diante da nicotina não é humilhação. Humilhante é não reagir contra a dependência que ela provoca.

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Saúde

 

É possível verificar que, além do universo corporativo, a Síndrome de Burnout é também bastante identificada na área docente, num percentual mais elevado em relação às outras profissões.

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Por Thiago Escobar

O ritmo frenético que caracteriza a vida cotidiana da imensa maioria dos habitantes das grandes metrópoles, impõe muitos desafios às pessoas que se vêem inseridas e envolvidas nos mais diversos segmentos da sociedade com suas responsabilidades inerentes. Seja no contexto familiar e, principalmente, no universo profissional, os indivíduos estão sempre submetidos a situações de pressão e envolvimento, onde a carga emocional e o dispêndio de energias são levados à exaustão, atingindo níveis que ultrapassam os limites do razoável.

O excesso de atividades e as inúmeras possibilidades e atrativos da vida moderna nos levam quase que invariavelmente a elevados graus de estresse, que afetam a nossa sanidade mental e comprometem o equilíbrio e a boa administração do campo das emoções. E isso tende a desencadear quadros de distúrbios psíquicos e emocionais, com reflexos de indisposição física, que tem acometido um grande número de pessoas e caracterizado um fenômeno contemporâneo e cada vez mais comum conhecido como Síndrome de Burnout.

Esse quadro tem características sintomáticas bem patentes. São elas:

  • Falta de motivação.

  • Sensação de esgotamento físico e mental

  • Vontade de se isolar de tudo e de todos.

  • Pessimismo em excesso.

  • Irritabilidade e ansiedade

  • Dificuldade de se concentrar.

 

Soma -se a isso frequentes dores de cabeça e nas costas, fraqueza, instabilidade no humor,  lapsos de memória e insônia.

A título de informação,  a expressão Síndrome de Burnout, ou Síndrome do Esgotamento Nervoso, tem por origem a fusão de dois vocábulos em inglês: “burn”, que em português significa “queimar”, e “out”, cujo significado é “fora”, que, na tradução literal quer dizer “queimar por fora”, ou, numa compreensão mais conotativa, “queimar por completo”.

Esse estado de exaustão intensa nos níveis físico e mental impulsiona uma sobrecarga no indivíduo, que o torna incapaz de atender satisfatoriamente as demandas contínuas de suas funções no trabalho.

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Busque grupos de apoio e intensificar contatos com amigos de confiança;

Apesar de reconhecer que o estresse é um padrão quase que natural da vida cotidiana, pelo acúmulo de tarefas e responsabilidades a que estamos envolvidos, é preciso um nível de atenção e vigilância constante, para identificar quando esse estresse se torna nocivo e insalubre. Nesse particular, em exemplos práticos do cotidiano, é frequente testemunhar profissionais que chegaram a abandonar a própria profissão ou se afastaram de suas rotinas  por estarem à beira de um colapso. E há aqueles que, apesar de reconhecerem esses sintomas, demonstram relutância em procurar assistência, por enxergar um clima de normalidade relativa ao inerente estado de coisas de sua ocupação.

É possível verificar que, além do universo corporativo, a Síndrome de Burnout é também bastante identificada na área docente,  num percentual mais elevado em relação às outras profissões.

A triste realidade com que os profissionais da educação se deparam, principalmente no Brasil, são fatores determinantes para desencadear a Síndrome. Muitos são os problemas na relação com os alunos, causada  pela desestruturação da maioria das famílias, o que resulta, muitas vezes, num ambiente de trabalho desafiante, extenuante e, também, consideravelmente  hostil.

Considera-se que há muito o que ser aperfeiçoado no ambiente escolar e nas empresas, para que os profissionais acometidos por essa patologia desempenhem seu trabalho no equilíbrio de suas faculdades, mas, de um modo geral, é possível pensar em estratégias para diminuir a influência dos agentes causadores do estresse dentro da própria rotina de trabalho.

Os estudiosos do tema oferecem alguns elementos para se ampliar a percepção desses agentes e lançar mão de certas estratégias, na busca de um padrão mais equilibrado e constante. Dentre elas, podemos destacar:

  1. A iniciativa em procurar  ajuda médica e psicológica; o problema não pode ser ignorado.

  2. Estabelecer e organizar prioridades para que as tarefas fiquem mais diluídas no dia a dia, e, assim, mais viáveis para serem executadas de modo satisfatório.

  3. Organizar a rotina de maneira que sempre haja tempo para atividades de lazer, de modo que ocupem o mesmo grau de importância das demais obrigações;

  4. Empreender uma rotina de exercícios físicos, algo que traga movimento e/ou atividade prazerosa durante o dia;

  5. Cultivar hobbies, atividades leves e estimulantes;

  6. Estar atento à alimentação adequada e ao sono regular;

  7. Buscar grupos de apoio e intensificar contatos com amigos de confiança;

  8. Reservar dias para se desligar das atividades profissionais após a volta para a casa;

  9. Não exigir perfeição de si mesmo;

  10. Fazer  planos que não sejam exclusivamente relativos ao trabalho.

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Cultive hobbies, atividades leves e estimulantes

Face aos desafios e implicações de todas as nossas relações interpessoais, é imprescindível se atentar a esses elementos na busca de uma vida mais equilibrada, próspera e feliz.

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Pesquisa NaanDanJain

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 Relação Pais e Filhos

 
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O sonho de todo pai e mãe de primeira viagem: um manual de instruções para lidar com seu bebê, ou um alarme que avise o instante correto de avançar para a próxima etapa do desenvolvimento infantil. 

Por Anna Paula Buchalla

               

É o sonho de todo pai e mãe de primeira viagem: um manual de instruções para lidar com seu bebê, ou um alarme que avise o instante correto de avançar para a próxima etapa do desenvolvimento infantil. Psicólogos e pediatras ouvidos são unânimes: certas mudanças devem, sim, acontecer em faixas etárias específicas.

É claro que se pode apressá-las ou atrasá-las um pouquinho, em respeito ao ritmo próprio de cada criança - mas sem exageros nem para mais nem para menos. "Não é recomendável, por exemplo, tentar ensinar o filho a segurar o xixi antes dos 2 anos", explica a pediatra Isabel Rey Madeira, da Sociedade Brasileira de Pediatria. "Ele ainda não tem maturidade neurológica para fazer esse controle", diz. Com a ajuda de especialistas, pesquisamos o momento ideal de deixar certos hábitos para trás ou de criar outros desafios na vida das crianças - e na dos próprios pais.

 

Comer sozinha

Quando: entre 6 meses e 1 ano

Por quê: a partir dos 6 meses, quando consegue levar a mão à boca, a criança já pode comer sozinha pedaços de frutas moles, como banana ou mamão - evidentemente, sempre com a supervisão de um adulto capaz de acudi-la caso ela se engasgue. Com 1 ano, é hora de aprender a usar a colherzinha. Estimulá-la a se alimentar sem a ajuda de um adulto favorece o desenvolvimento da coordenação motora. Conselho dos pediatras: os pais devem evitar as broncas por causa da bagunça que o filho faz ao comer sozinho. "As brigas podem trazer transtornos alimentares no futuro, pois a criança associa a hora da refeição a momentos estressantes", diz o pediatra Pedro Paulo Corrêa, do Hospital São Luiz, em São Paulo.

 

Trocar a mamadeira pelo copinho

Quando: 1 ano

Por quê: "Com 1 ano, a criança já tem capacidade psicomotora para beber líquidos no copo com a ajuda de um adulto", diz a pediatra Isabel Rey Madeira. Leite, chás, sucos e água podem ser oferecidos no copo de plástico - sem bico - já no fim do primeiro ano de vida. A utilização do copo, além de exercitar a autonomia, evita um dos efeitos mais perversos da mamadeira: seu uso prolongado pode contribuir para a obesidade. A praticidade da mamadeira, somada à sua associação a sensações de proteção e conforto, faz com que a criança se alimente mesmo quando não tem fome.

 

Largar a chupeta

Quando: até 2 anos

 

Por quê: antes dessa idade, o bebê está na chamada fase oral, e a chupeta de fato o acalma. Mas, quando os dentinhos começam a surgir, seu uso pode deformar a arcada dentária. "Esses danos, ao contrário do que se diz, não são irreversíveis, e em geral são corrigidos naturalmente quando a criança deixa de usar a chupeta - desde que isso não ocorra tarde demais", diz Marcelo Bönecker, professor de odontopediatria da Universidade de São Paulo. A chupeta pode ainda retardar o processo de fala, ao comprometer os movimentos da língua e dos lábios - mas isso não é regra. O ideal é começar a restringir seu uso no fim do primeiro ano, permitindo-o somente em locais e horários estabelecidos, como em casa, na hora de dormir.

 

Deixar de usar fraldas

Quando: entre 2 e 4 anos

 

Por quê: quando está pronta para dispensar o uso da fralda, a criança costuma reclamar que está suja ou avisa que algo vai acontecer. Se ela passa a acordar mais seca e não molha algumas fraldas durante o dia, esse é um sinal de que aprendeu a segurar a vontade. Aos 3 anos, 98% das crianças conseguem controlar o músculo que regula a saída da urina. Para que uma criança aprenda a usar o banheiro, ela precisa estar amadurecida física e psicologicamente, sob pena de enfrentar uma ansiedade para a qual não está preparada. Até os 5 anos, é normal que ela deixe escapar o xixi de vez em quando.

 

Comer o primeiro fast-food

Quando: a partir de 3 anos

 

Por quê: não há como evitar - uma hora seu filho vai pedir o tal hambúrguer com batata frita que vem com um brinquedinho. Não é preciso negar a novidade. O que se recomenda é bom senso: um lanche desses pode ser saboreado uma vez ao mês sem nenhum problema. Mas, em excesso, os fast-foods são perniciosos: aumentam o risco de obesidade e hipertensão na fase adulta. Doces e frituras oferecidos em festinhas podem ser consumidos a partir de 1 ano, sem exageros.

 

Escovar os dentes sozinho

Quando: a partir de 4 anos, com supervisão

 

Por quê: a higiene bucal começa assim que nascem os primeiros dentinhos. Ela deve ser feita com escova - a gaze não remove a placa bacteriana - e creme dental com flúor, importante na prevenção da cárie. Nos primeiros anos, a escovação deve ser acompanhada por um adulto, pois, até os 6 anos, as crianças têm maior tendência a ingerir o creme dental. O excesso de flúor no organismo provoca a fluorose, que produz manchas brancas ou castanhas nos dentes. "Só a partir dos 6 anos a criança tem coordenação motora suficiente para remover a placa bacteriana e controlar a deglutição", explica Marcelo Bönecker.

 

Tomar banho sozinha

Quando: a partir de 6 anos

 

Por quê: antes disso, a criança pode se banhar sozinha - desde que um adulto a ajude a passar o sabonete ou a espalhar o xampu nos cabelos. A partir de 6 anos, a criança adquire a habilidade motora para se lavar corretamente sem a ajuda de um adulto. Vale lembrar que a higiene íntima das meninas requer atenção redobrada da mãe nessa fase de aprendizado.

 

Dormir na casa de um amiguinho

Quando: a partir de 6 anos

 

Por quê: nessa fase a criança já conquistou certa autonomia para tomar banho e escovar os dentes sozinha. Evidentemente, a decisão depende de sua maturidade e grau de independência. "Os pais devem tomar cuidado para não pular etapas", diz a psicóloga Vera Zimmermann, da Universidade Federal de São Paulo. É essencial conhecer bem os adultos que cuidarão do seu filho e o ambiente onde ele vai passar a noite.

 

Navegar na internet

Quando: a partir de 6 anos

 

Por quê: no início da alfabetização, a internet entra como um complemento das tarefas escolares. Mas ela não pode ocupar muitas horas do dia: os pais devem controlar o tempo que os filhos passam navegando na rede, batendo papo ou em joguinhos. É importante que acompanhem os sites e jogos preferidos do filho, inclusive dos adolescentes. "É como saber qual é a banda preferida dele ou que filme ele foi ver com os amigos", diz Vera Zimmermann.

 

Ganhar um celular

Quando: a partir de 10 anos

 

Por quê: "Antes disso, ele é desnecessário. A criança vai passar mais tempo brincando com os joguinhos do que usando o celular para se comunicar", diz a psicóloga Leila Salomão Tardivo, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. O ideal é dar a ela um celular pré-pago e ensiná-la a administrar o uso do aparelho. Cabe aos pais pagar os créditos para as ligações, mas a criança pode usar parte da mesada para complementá-los, desde que a decisão seja comunicada à família. Isso evita que ela deixe de lanchar na escola, por exemplo, para falar mais ao celular.

 

Receber mesada

Quando: a partir de 6 anos (semanal) e 14 anos (mensal)

 

Por quê: aos 6 anos, a criança vivencia as primeiras situações de consumo longe dos pais, como a compra de um lanche na cantina da escola. Mais importante do que o valor é a forma como ele será gasto. "Mesada não é prêmio, é um instrumento de educação", diz o consultor financeiro Gustavo Cerbasi, autor de Filhos Inteligentes Enriquecem Sozinhos. "A criança deve prestar contas dos gastos e entender que ela é responsável por uma parte do orçamento da família", acrescenta. Ela também pode ser estimulada a poupar, o que constitui um aprendizado útil sobre planejamento e autocontrole.

 

Ir sozinha para a escola

Quando: entre 13 e 14 anos

 

Por quê: quando a criança completa 11 anos, os pais devem acompanhá-la nos trajetos que ela fará sozinha em breve, seja de táxi, de ônibus ou a pé. Nessa fase, já podem ensinar algumas atitudes para ajudá-la a evitar situações de risco - como recusar carona de desconhecidos e andar, sempre que possível, na companhia de amigos.

               

As perguntas difíceis que as crianças fazem

               

Mamãe, de onde eu vim?

  • Para perguntas sobre concepção e nascimento, se a criança tem até 4 anos, diga apenas que ela saiu da barriga da mamãe

  • Entre os 4 e os 6 anos, procure responder somente àquilo que está sendo perguntado, utilizando uma linguagem simples, sem mencionar detalhes que ela não vai entender

  • De 6 a 8 anos, meninos e meninas já podem ser esclarecidos sobre como um bebê surge na barriga da mãe - com termos como "a união da sementinha do papai com o ovo da mamãe". Diz a educadora sexual Maria Helena Vilela: "Nessa fase, a criança já troca informações sobre sexo com amigos da escola. O problema é que nem sempre elas serão corretas". Para saber até onde o filho conhece o assunto, é recomendável citar o caso de uma conhecida grávida - uma tia, por exemplo - e perguntar se ele sabe como o bebê surgiu na barriga dela

  • Detalhes a respeito do ato sexual propriamente dito só a partir dos 8 anos - e à medida que a criança os solicita. Não adiante informações que ela ainda não quer processar

Para onde as pessoas vão quando morrem?

  • Numa simplificação da tradição judaico-cristã, é comum responder que quem morre vai para o céu. Não é errado recorrer a essa saída, mas é provável que a criança fique insatisfeita com tal fórmula

  • Até os 4 anos, pode-se falar de morte a partir do convívio com plantas e animais. "A plantinha nasce, cresce e morre" é um jeito de a criança começar a entender que a morte é o fim natural de um processo de desenvolvimento. Mentir a respeito da morte ou fantasiar demais impede que ela aprenda a enfrentar o luto. Segundo os psicólogos, mais importante do que explicar a situação ao filho é a forma como se reage a uma perda: os pequenos aprendem a lidar com a morte observando as reações dos adultos

  • A partir de 5 anos, a criança se interessa mais por assuntos relacionados ao ciclo da vida e, consequentemente, surgem as sensações de medo e insegurança. Por isso, quando ela as manifesta, deve ser estimulada a falar a respeito e a expor seus sentimentos e teorias sobre a morte. Se a família é religiosa, os pais já podem abordar o tema de acordo com suas crenças

  • Para os maiores de 8 anos, diga que quando uma pessoa morre seu corpo é colocado dentro de um caixão e recebe um funeral. Acrescente que, na verdade, ninguém sabe exatamente o que acontece depois da morte. Mas faça isso de forma que a morte seja encarada como algo tão natural quanto o nascimento.

Livros que podem ajudar

De Onde Viemos? de Peter Mayle e Arthur Robins (Editora Zastras)

Sexo Não É Bicho-Papão de Marcos Ribeiro (ZIT Editora)

Mamãe, Como Eu Nasci? de Marcos Ribeiro (Editora Salamandra)

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Manuais

 
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Manual e diretrizes para diagnóstico e tratamento da Covid-19

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Jairo Marques

 
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Confira algumas dicas de convivência fáceis de colocar em prática e que fazem a diferença no dia a dia das pessoas com deficiência.

Jairo Marques é jornalista, formado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, com pós-graduação em jornalismo social pela Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP). Foi professor de jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo. É colunista da Folha de S.Paulo, onde atua desde 1999 como repórter. Foi chefe de reportagem da Agência Folha.

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Meu povo, ai vão algumas dicas que boa parte das pessoas não faz ideia de que podem fazer a diferença no dia a dia de pessoas com deficiência, essas tais que estão na moda. Espalhem!

  1. Pergunte antes de ajudar e como se pode ajudar: cadeira de rodas não é carrinho de supermercado e cegos parados na esquina nem sempre querem atravessar a rua. Uma mãozinha pode ser útil, mas pode ser também um baita estorvo.

  2. Não desvie as crianças de pessoas com diferenças físicas ou sensoriais, nem as mande ficar quietas. Se houver abertura, deixe que elas interajam, que aprendam um pouco a respeito da diversidade na prática.

  3. Pessoas downs costumam ser amáveis. Aceite um abraço, uma declaração de amor, mas não inferiorize a forma de pensar e de se relacionar desse público. Em uma conversa, tenha em mente que ritmos de vida não precisam ser a jato ou extremamente objetivos.

  4. Ao se relacionar com uma pessoa com nanismo, contenha o ímpeto de fazer qualquer piada que remeta à Branca de Neve, pois anões passam parte do tempo tendo de tolerar gracejos. Toda pessoa com deficiência “aceita brincadeira”, é do jogo, mas procure ser original.

  5. Parte dos surdos faz leitura labial, é uma técnica, não uma forma de adivinhação. Para colaborar, fale normalmente, não precisa ir articulando as palavras vagarosamente ou de maneira caricata. Para os que usam a língua de sinais (se você não sou souber Libras), interaja com gestos, com criatividade, com símbolos. Há muito além da voz e palavras em uma comunicação.

  6. Pessoas com autismo podem ter dificuldades de tolerar múltiplos estímulos, como várias crianças falando ao mesmo tempo ou um ambiente com muitas informações visuais. O ideal é prepará-la com antecedência para o que virá. Em uma conversa, seja objetivo e faça frases curtas.

  7. Resista a “abanar o rabo” para cães-guia em trabalho. Não é uma regra, mas os bichos podem se distrair ao receber um mimo e ficarem desconcentrado na missão de conduzir seu tutor.

  8. Não use o banheiro acessível se não tiver necessidade dele. Pessoas com deficiência são mais vulneráveis a contaminações e uma “casinha” com menos uso pode ser mais segura para a saúde de quem tem de tatear o vaso sanitário, usar sondas urinárias, amparar-se em barras de apoio.

  9. Embora costumem ser bem “tortinhos”, paralisados cerebrais podem ter papo reto e não são crianças. Não coloque limitações nas pessoas além das óbvias impostas pelas deficiências. Não projete nos outros incapacidades que são suas.

  10. Faça do mundo próximo a você um lugar plural: cobre que a padaria da esquina tenha rampas e acessos, que a escola de seu filho tenha livros a respeito de diversidade e que pratique a diversidade abrigando todo tipo de criança. No ambiente de trabalho, entenda que quanto mais misturadas sejam as características das pessoas, mais potencial criativo e com visão de futuro será o negócio. Na juventude, comemore sempre o arco-íris, respeite os dias cinzentos, mas entenda que sempre é possível criar novas cores. 


Malacabado
A História De Um Jornalista Sobre Rodas

Hoje erradicada no Brasil, a poliomielite provocou, em 1975, uma devastação no país. Foram atingidas pelo vírus que causa a paralisia infantil mais de 3 mil crianças, entre as quais o autor desse livro. Em uma cadeira de rodas, Jairo Marques atravessou a infância, a juventude e chegou à idade adulta como jornalista atuante e influente, empenhado em mudar a maneira como são vistas as pessoas com qualquer tipo de deficiência. Como colunista da Folha de S.Paulo, impôs novo olhar sobre essas pessoas, ampliando o entendimento acerca da realidade em que vivem e seus espaços de cidadania ao considerá-las não como indivíduos aos quais “falta algo”, mas como seres íntegros. Partindo de sua própria experiência, o autor constrói em Malacabado um relato franco e irreverente sobre a condição das pessoas com deficiência. Para a jornalista Eliane Brum, que assina a orelha do livro, Malacabado é um “livro para todos”: “Ao nos levar pelos caminhos que literalmente rodou como jornalista pelo mundo afora, Jairo Marques nos interroga sobre o que é uma vida humana”.

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Elis Duarte

Quem está definindo minhas prioridades?

Em dias como os atuais, com tantas demandas, calamidades e incertezas podemos ficar afogados nas preocupações, abrindo a porta da ansiedade e do pânico, quando não destinamos tempo de qualidade ao que realmente tem prioridade à nossa existência.

Onde moro neva no inverno. Em um dia desses, observando a neve caindo, fiquei deslumbrada com o espetáculo gratuito que se desenrolava da janela de minha casa. Ah! que sensação boa! Que beleza natural magnífica! Capaz de capturar minha mente para uma calmaria, que me trouxe de pensamentos distantes para o aqui e agora, sem anseios e preocupações… Fiquei pensando: “Por que não faço mais pausas como essa, só para admirar lá fora, sem pressa, só aproveitando o real e maravilhoso momento presente?”

Como é fácil “cairmos no golpe” das infindáveis responsabilidades, sem pararmos para admirar a beleza das pequenas coisas, sem darmos a atenção devida a quem nos importa e sem cultivar as sementes poderosas da saúde mental, emocional, física e até espiritual (a fé)…

Em dias como os atuais, com tantas demandas, calamidades e incertezas podemos ficar afogados nas preocupações, abrindo a porta da ansiedade e do pânico, quando não destinamos tempo de qualidade ao que realmente tem prioridade à nossa existência.

E o que são prioridades? Em que isso me afeta?

Prioridade é tudo aquilo que tem importância para minha vida e por isso eu dedico tempo e ações para realizá-la. Ao realizá-la gero maior qualidade de vida (bem-estar pessoal, realização, eficácia etc.).

Por vezes, nossas rotinas e ações são influenciadas por nosso estado de humor e nossas emoções. É onde mora o perigo, pois isso pode nos distanciar das reais prioridades.

E como isso acontece?

Quando tenho um dia difícil no trabalho/escola, chego em casa e me deixo capturar pelas redes sociais no meu celular, gastando em média de 1 a 2h em algo vago de significado, que não agrega nenhum valor para minha vida. Sem contar que isso pode ser uma fonte a mais de ansiedade, dependendo do conteúdo que me prende. Termino com uma sensação de vazio e com a alma aflita e/ou triste.

Agora vamos a um exemplo positivo: Se tenho consciência do valor que minha família representa para mim, minhas prioridades devem estar alinhadas a ela, ou seja, o tempo com minha família será meu maior foco. Vou me conectar com as necessidades e coração dos meus entes queridos, vou organizar minha agenda para passar mais momentos observando o que fazem e como se sentem. Vou conversar com meus filhos sobre o que desejam para o futuro, conhecer seus sonhos mais íntimos e sonhar junto com eles. Vou contar histórias e transmitir valores de caráter valiosos e, sobretudo, estar com a mente e coração presentes para sentir e ouvir aos que amo.

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Prioridade é tudo aquilo que tem importância para minha vida e por isso eu dedico tempo e ações para realizá-la. Ao realizá-la gero maior qualidade de vida (bem-estar pessoal, realização, eficácia etc.).

A melhor e mais eficaz forma de demonstrar a importância que damos a algo ou alguém é nossa real presença! Tempo de qualidade + Ações intencionais de cuidado e amor.

O autor e palestrante Christian Barbosa, em A Tríade do Tempo, defende que o bem mais precioso que possuímos é o Tempo. Isso significa que devo administrá-lo e equilibrá-lo colocando as prioridades no que me tem valor, deixando para segundo plano o que tem menos relevância e eliminando o que não faz nenhum sentido para meus propósitos pessoais e objetivos de vida. Ao tomar essas decisões corajosas, assumo o comando do barco da minha vida deixando claro o que de fato importa para mim. Além de serem decisões saudáveis, evidenciam maturidade.

Uma vez que nossas prioridades estejam alinhadas, nossa rotina se torna mais leve, nos tornamos mais focados, produtivos e eficazes. Nossa alma mais alimentada por aquilo que nossa essência necessita. Nossa vida tem mais sentido porque nossos sentimentos prioritários foram considerados. Portanto, somos os maiores beneficiados.

Então, a partir de hoje, escolha intencionalmente as ações que farão parte de sua rotina, faça pausas estratégicas e necessárias a sua saúde física e mental e perceba o impacto poderoso em seu bem-estar, sua produtividade e em seus relacionamentos. Você merece priorizar o que dá sentido para sua existência!

Para finalizar, quero te desafiar a pensar e escrever (isso ajuda a ter maior comprometimento) O QUÊ você mais valoriza em sua vida (pode ser várias coisas, por exemplo: Filhos, Cônjuge, Caráter, Carreira, Estudos, Saúde etc.). Depois estabeleça um plano com Ações que mostrem o que vai fazer para colocar em prática suas Prioridades.

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Coach, consultora de desenvolvimento humano e organizacional, psicóloga

E-mail: elisduarte.br@gmail.com

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